segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Prestando contas: Figueiró lança informativo sobre sua atuação parlamentar
Já está disponível no site do senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) o boletim informativo com um balanço da atuação parlamentar do tucano nos últimos meses. Em um ano de mandato ele apresentou 30 proposições legislativas, tomou iniciativas para que comissões do Senado realizassem cinco audiências públicas sobre diferentes temas, entre eles a questão indígena, fez 82 discursos e relatou 11 projetos de lei.
O informativo traz um resumo dos principais projetos apresentados por Figueiró e de discursos proferidos, também relata a atuação de Figueiró junto a ministérios.
O boletim será impresso e distribuído aos cidadão de Mato Grosso do Sul em janeiro.
Assessoria de imprensa
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Artigo: Ser senador, vale a pena
No início da minha missão nesta Alta Casa do Congresso Nacional escrevi sobre as minhas primeiras impressões de como ser senador.
Decorridos tantos meses e já no limiar de um novo ano, sinto o desejo de afirmar àqueles que me prestigiam periodicamente com a leitura de minhas crônicas que valeu a pena. Está valendo a pena ser senador para valorizar as aspirações e os reclamos da população do meu Estado.
Confesso que percorri uma longa estrada e no curso dela é evidente que não tive forças para suplantar certos obstáculos. Não desanimei e creio pelo menos tê-los contornado, firmando o registro das reivindicações pelas quais me pautei no exercício senatorial.
Nessa caminhada, que não foi pedregosa, pude deixar assinalado, não só da tribuna, como das comissões temáticas do Senado, e perante autoridades maiores do Poder Executivo, propostas que anunciei como metas a alcançar.
As questões como a da separadora de gás natural que corre pelo gasoduto Brasil-Bolívia; a recuperação da planície pantaneira causada pelo assoreamento do rio Taquari; a sintomática e intranquila chamada questão indígena, que depende da palavra final da senhora Presidente da República; a insegurança pública em razões de Defesa Nacional em nossas fronteiras; o estímulo de capitais para a nossa economia, tanto para o agronegócio como para a industrialização de matérias primas que nos são naturais; a questão logística de transportes, tanto rodoviários, como ferroviários, que têm estrangulado a comercialização da nossa produção agropecuária; e, para não alongar nesse retrospecto, conscientemente afirmar que nunca deixei de lado o clamor e as reivindicações de toda ordem que recebi em favor do bem estar e da tranquilidade da família sul-mato-grossense.
Gostaria, sinceramente, de ter forças para ter feito mais, mas, observando não muito distante o que poderá ocorrer após o pleito eleitoral de outubro próximo, creio que o que almejo, o que ainda não foi alcançado em favor da nossa comunidade, poderá tornar-se de um anseio, de uma esperança, em uma realidade.
Com meus votos de que as festas natalinas constituam a união de todas as famílias sul-mato-grossenses e o meu sincero desejo de que o ano novo seja o despertar dos sonhos que sempre acalentamos, abraços a todos.
*Ruben Figueiró é senador pelo PSDB de Mato Grosso do Sul
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Artigo: PNE – Educação sem futuro
*Ruben Figueiró
Entre as inúmeras matérias
importantíssimas que votamos em 2013 no Senado, reservamos para a última semana
do ano legislativo um tema fundamental: o Plano Nacional de Educação(PNE).
*Ruben Figueiró é senador pelo PSDB-MS
Entre as inúmeras matérias
importantíssimas que votamos em 2013 no Senado, reservamos para a última semana
do ano legislativo um tema fundamental: o Plano Nacional de Educação(PNE).
Por falta de acordo entre líderes do
governo e da oposição, o assunto ficou para próxima terça-feira. Lamento
profundamente a constatação do vice-líder do meu partido, senador Alvaro Dias
(PSDB-PR), que disse: “Será um plano letra morta. As metas não garantem que
teremos avanços reais e objetivos para o Brasil”. Relator da matéria na
Comissão de Educação, Alvaro viu seu trabalho ser atropelado pelo governo, que
assumiu a relatoria em Plenário e retirou do texto itens fundamentais, como a
forma de financiamento das metas do Plano e a punição de autoridades que
descumprissem as metas orçamentárias previstas. Ou seja, deveremos votar um
“conjunto de boas intenções”, como bem definiu o senador José Sarney.
Por mais importante que seja o Plano
elaborado para estabelecer regras e metas para os próximos 10 anos na área da
educação, de nada adianta termos uma série de caracteres impressos e
registrados em Diário Oficial, se não observarmos mudanças reais na vida
prática e se não houver o combate aos gargalos pedagógicos.
Por esses dias li o artigo “Reflexões
sobre o Ensino no Brasil”, do livro Recoluta, de Abílio de Barros, lançado
recentemente em Campo Grande, no qual ele faz uma interessante análise a
respeito dos erros nossa da educação.
Com conhecimento de causa, este
intelectual de nosso Estado, que já foi secretário municipal de educação, cita
conversas com jovens brasileiros que vivem no exterior. Estes alunos relataram
que “é mole” estudar na Inglaterra ou nos Estados Unidos. Isso porque lá fora,
eles têm de cursar cinco disciplinas obrigatórias e duas optativas, enquanto
aqui no Brasil, nossos estudantes do ensino médio precisam se debruçar sobre 13
matérias diferentes! Será que é por que o nosso ensino é mais “puxado”?
Definitivamente, não.
Abílio de Barros na sua sagaz
observação destaca que “a causa fundamental do nosso atraso em educação é o
ensino ‘muito puxado’ em extensão ou abrangência e muito raso em profundidade.
O muito esforço que se exige dos nossos alunos é entulho de inutilidades que é
obrigado a estudar ou decorar e, evidentemente, logo esquecer. Nosso ensino é
muito abrangente e, por isso, superficial”. Abílio ressalta que o Brasil
precisa focar no processo de alfabetização, atualizar e modernizar a forma de
ensinar, e promover uma real valorização do magistério, com a melhoria salarial
do professor. Neste último aspecto eu me associo à proposta do senador
Cristovam Buarque de que a federalização da educação pública pode ser uma boa
saída, viabilizando assim, a valorização do magistério em todo o Brasil.
Não é nenhuma novidade a conclusão de
que a educação garante o caminho para o crescimento econômico e social e que
por meio dela se eliminam as diferenças e injustiças sociais. Por que então
nossos gestores públicos se recusam a trilhar por esta estrada?
*Ruben Figueiró é senador pelo PSDB-MS
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Artigo: Os estratégicos FCO e FDCO
*Ruben
Figueiró
Para mim, o
Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) é a concretização de um anseio mais
do que centenário. Por que faço essa afirmação? Porque acredito que ele vem
desde a elaboração da nossa primeira Carta Magna republicana, em 1891, quando
nela constou a obrigatoriedade da transferência da capital da República para o
Planalto Central do País. Mas antes disso, há aquela célebre lembrança de Frei
Vicente Salvador, talvez lá pelo século XVI, alertando os colonizadores
portugueses de que não se deveria ficar apenas no litoral imitando os
caranguejos, arranhando as areias, mas adentrar pela colônia em busca de terras
ubérrimas.
Para mim, o
Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) é a concretização de um anseio mais
do que centenário. Por que faço essa afirmação? Porque acredito que ele vem
desde a elaboração da nossa primeira Carta Magna republicana, em 1891, quando
nela constou a obrigatoriedade da transferência da capital da República para o
Planalto Central do País. Mas antes disso, há aquela célebre lembrança de Frei
Vicente Salvador, talvez lá pelo século XVI, alertando os colonizadores
portugueses de que não se deveria ficar apenas no litoral imitando os
caranguejos, arranhando as areias, mas adentrar pela colônia em busca de terras
ubérrimas.
Muito depois do
alerta de Frei Vicente, já no século passado, em suas primeiras décadas, o
presidente Getúlio Vargas iniciou uma política efetiva de conquista do oeste,
criando dois polos de desenvolvimento: um mais no centro-norte, ou seja, no
noroeste, com a Fundação Brasil Central; outro, no sudoeste com a criação da
Colônia Agrícola Federal de Dourados.
Tais fatos, já
naquelas épocas, comprovam que ao oeste do País estavam realmente verdadeiros
tesouros que iriam dar sustentação a economia do Brasil. A realidade chegou.
Passos ainda inseguros vieram com a criação da Superintendência do Centro-Oeste
(Sudeco), inconcebivelmente extinta no início da década de 90 e agora
ressurgida das cinzas.
O passo mais marcante
do processo de desenvolvimento do Centro-Oeste foi dado pela Assembleia
Nacional Constituinte de 1987/88, quando, por minha iniciativa, e para a qual
contei com decidido apoio, dentre outros, da então deputada constituinte Lúcia
Vânia, o Centro-Oeste foi incluído entre as duas outras regiões Norte e
Nordeste no Fundo Especial, decorrente de recursos do Imposto de Renda e do
Imposto sobre Produtos Industrializados. Foi o tiro que desencadeou a criação
do Fundo Constitucional do Centro-Oeste e que se tornou a grande alavanca para
o desenvolvimento sustentável desta vasta região, dando condições para que a
iniciativa privada tivesse o suporte financeiro para o deslanche do processo
produtivo no campo.
Esperava-se que por
força de decisão da Carta Magna em suas disposições transitórias fosse
implantado o Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste (BDCO), que canalizaria e
distribuiria os recursos do Fundo e dos seus resultados se reaplicaria onde “em
se distribuindo tudo dá”. Porém, Banco ainda não saiu do papel, mas a nossa
luta por ele jamais cessará.
Dessa frustração, o
Centro-Oeste está recebendo algo importante como compensação, com a recente
implantação do FDCO, cujo objetivo é atingir um outro importante sistema
econômico que está ganhando raízes na região, qual seja, a industrialização de
bens produzidos na terra, grãos, cana-de-açúcar, madeiras para celulose,
madeiras leitosas para o látex e a exploração de uma riqueza de minérios e até
matérias estratégicas. É claro que o FDCO tem também por objetivos a
implantação de uma logística de transporte para suporte estratégico da produção
extraordinária que irá decorrer dos incentivos do FCO e do FDCO.
Tem razão a senadora
Lúcia Vânia de insistir, com seu atinado senso patriótico, de que o futuro do
Brasil como uma das maiores expressões da economia mundial emergente está no
Centro-Oeste.
*Ruben Figueiró é
senador pelo PSDB-MS
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Artigo: Frustração continuada
O senhor ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, compareceu no dia 21 de novembro perante a Comissão de Agricultura do Senado, após negar protocolarmente fazê-lo por duas outras vezes. Desta, sob pena de responsabilidade funcional, compareceu por assim dizer na linguagem do Direito Processual Penal "debaixo de vara".
Lá esteve para dizer que "tudo fica como dantes no quartel de Abrantes": O governo continua levantando estudos para encontrar uma solução para a chamada questão indígena; a diretriz emanada da decisão do Supremo Tribunal Federal sobre os embargos declaratórios da Reserva Raposa Serra do Sol não foi suficiente para restabelecer a Portaria 303 da AGU; e que brevemente será encaminhada aos interessados (índios e produtores rurais) uma ementa de Portaria para receber análise e sugestões sobre a proposta governamental cujo objetivo é resolver a questão das terras litigiosas de forma definitiva.
Pelos precedentes, aliás desencorajadores, creio que ocorrerá o mesmo ritual de quando, na reunião de Campo Grande, em junho, o governo afirmou que em 45 dias haveria uma solução definitiva. E lá se vão cinco meses perdidos!
Após a audiência pública no Senado, acompanhando o governador André Puccinelli – ressalte-se com positiva participação em favor de uma solução imediata – participamos os senadores Delcídio, Moka e eu e representantes da classe rural do Estado de reunião no Palácio da Justiça. Lá, o ministro Cardozo acenou com a possibilidade de solucionar a questão da Fazenda Buriti, em que a vítima é Ricardo Bacha. Tomara que isso ocorra, o que poderá ser um ritual de decisões iguais para outros angustiados produtores rurais que têm suas terras invadidas.
Confesso que das duas reuniões saí intranquilo, até pensando que o ministro deseja nos dar "um passa-moleque". Questões inclusive com indagações publicamente feitas por mim ao senhor ministro ou não foram respondidas de simplesmente tangenciadas. Tais como se o governo iria resolver de pronto a questão ou continuar "empurrando com a barriga"; se irá apoiar a Justiça para a reintegração de posse das áreas invadidas. Fiquei sem as respostas.
Por tudo que assisti e ouvi nas duas reuniões da última quinta-feira, repito, sai desalentado com a falta de coragem ou de comprometimento do governo para encontrar um norte que traga a paz nos campos e a reconciliação entre índios e não-índios.
*Ruben Figueiró é senador pelo PSDB-MS
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Preocupação: Há motivos
*Ruben
Figueiró
Da leitura dos periódicos do final da semana (refiro-me aos dias 22 e 23 de
novembro), assombrei-me com a periclitante situação das finanças
governamentais. Creiam, muito mais que das vozes de desespero decorrentes do
estrago que os mensaleiros, agora presos, partem das hostes situacionistas.
Da leitura dos periódicos do final da semana (refiro-me aos dias 22 e 23 de
novembro), assombrei-me com a periclitante situação das finanças
governamentais. Creiam, muito mais que das vozes de desespero decorrentes do
estrago que os mensaleiros, agora presos, partem das hostes situacionistas.
Entidades internacionais das mais respeitáveis mesmo preservando as tradicionais
normas da liturgia diplomática, isto para ressaltar a verdade com expressões
benevolentes, indicam que o nosso país corre a ameaça de perder a nota de
crédito junto às agências classificadoras de risco, diga-se adquirida há não
muito tempo pela ação da política financeira responsável de FHC e sustentada
após por Lula.
O Banco Central, numa tendência acentuada para adquirir autonomia – o que seria
salutar – tem procurado conter a gula insaciável da pantagruélica inflação.
São alterações contínuas, desde julho, e já há sinais de uma nova dosagem via
Selic de dois dígitos na expectativa de ser letal. Tomara.
Os preços estão contaminados de um vírus carcinomatoso e salve-se quem puder,
que o digam as senhoras donas de casa. O governo federal se nega a tornar
realmente transparente em suas contas públicas, algumas eufemisticamente sob a
capa de “segurança nacional”.
Suas nuances e
performances querem negar o óbvio: por lá há fermentos que prenunciam cólicas
intestinais nas finanças públicas. Dizem até que a senhora presidente tem
manifestado, mais do que o usual, o gênio belicoso que a caracteriza, seu
desconforto pela impossibilidade de atuar, pois as armas lhe negam fogo.
Tem ela
justificativa. Se a carruagem das contas públicas emperrar nesse final de ano,
cairá no atoleiro eleitoral do inexorável 2014. Seria desastroso para Sua
Excelência e muito mais para nós contribuintes com exaustão dos bolsos e a
intranquilidade de espírito. Pode-se perder a batalha da credibilidade.
As frequentes
manifestações das tribunas parlamentares e dos editoriais dos jornais alertando
sobre o descontrole das obras do PAC, como aquelas da transposição do São
Francisco; ou sobre o esquálido superávit primário, demonstram a saciedade a
falta de oportunidade na execução de programas e o desperdício dos recursos
públicos.
Meu receio, como de muitos, é que o descalabro
que grassa nas contas governamentais, na chamada “porteira pra fora” crie um
clima de pessimismo, de desamparo, de desesperança da “porteira pra dentro”,
isto nas atividades do campo – agricultura e pecuária, aliás, a única economia
que tem se constituído sustentáculo do PIB nacional e evitado de ser o Brasil
ultrapassado até por um país sofrido como o Haiti. Preocupações há.
*Ruben Figueiró é senador pelo PSDB-MS
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