quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Racionamento de energia – consulta a São Pedro?

Nuvens negras já tentam encobrir o solo em nosso país. Aí estão pré-anunciados os aumentos dos combustíveis, da energia elétrica e de outros quejandos.

A oposição (que civicamente ganhou as eleições, mesmo perdendo-a, como afirmou Aécio Neves) durante toda a campanha eleitoral fez alerta aos brasileiros de que isto poderia acontecer, ao contrário da senhora presidente Dilma que, “mistificadamente” negava.  O governo petista pensou em votos, jamais no bem estar de seus governados ou na economia do País. Os amamentava com ilusões, assegurava a abundância do leite. Agora, diante da terrível evidência, vê o leite derramado e tenta recuperá-lo à custa do suor e do bolso de todos nós brasileiros.

O que se anuncia já tido como verdade de que haverá racionamento de energia elétrica desmistifica a balela mistificadora da senhora presidente de que em seu governo jamais haveria apagões de energia elétrica. O Operador Nacional do Sistema (NOS) já anuncia apagões “seletivos” durante a madrugada nos meses de janeiro e fevereiro, caso as chuvas não sejam suficientes para recompor os reservatórios das hidrelétricas ao patamar de 30% no início do ano.

Lembrando Garrincha no episódio da Copa do Mundo de 1958, é o caso de se perguntar se a presidente antes de fazer tais declarações haveria consultado São Pedro?

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Reforma política e partidária

                 Os partidos com base na lei orgânica atual fogem à modernidade do tempo em que vivemos. As ideias surgem e voam com rapidez supersônica. Porém, a dinâmica dos partidos tem um vetor idêntico à velocidade de uma carroça, lenta e preguiçosa. Seus dirigentes têm cisma oligárquica, não permitem a renovação de valores. Temem perder o manto.

                Roberto Romano, professor de Ética da Unicamp afirmou com propriedade e com ele concordo: “as oligarquias mandam nos grandes partidos”. Digo eu, não só nos grandes, como nos pequenos também, esses à busca de transações inconfessáveis, controlam tudo: alianças, supostos programas, o cofre e o horário eleitoral, que usam como moeda de troca.

                Pelas evidências, ninguém poderá discordar do iminente professor que aduz em suas declarações que é preciso impor eleições primárias e mandatos de dois anos para os dirigentes partidários, “sem reeleição”. Concordo com o mestre, discordando apenas quanto a negação da reeleição, desde que o seja por uma única vez, isso para o bom dirigente poder sedimentar o seu programa de arregimentação partidária.

 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Artigo: Jeito tucano de governar


*Ruben Figueiró
 
A partir de 1º de janeiro de 2015 o Mato Grosso do Sul vai entrar num novo tempo. Pela primeira vez, o PSDB chega ao Executivo do Estado. O partido está preparado para exercer um governo moderno, sem discriminação, aberto a todos os segmentos sociais, convergindo propósitos, superando divergências pontuais e ideológicas, obedecendo estritamente às leis e aos Poderes constituídos.
 
O povo escolheu um homem honrado, competente, provado e comprovado na vida pública: Reinaldo Azambuja. Ele lutou com altivez contra a campanha negativa do PT. Teve a clareza de manter o sangue frio e venceu de virada. Vai enfrentar todos os desafios com dedicação e coragem.
 
Os problemas, conhece bem. Um ano e meio antes do início do processo eleitoral, Reinaldo Azambuja e seu grupo político já percorriam todas as regiões do Mato Grosso do Sul com o programa “Pensando MS”. Na conversa olho no olho, ouviu de diversos setores da sociedade, o que mais afligia cada região. Começa o mandato com conhecimento de causa e muita garra para fazer diferente. Para imprimir no estado a marca do “jeito tucano” de governar!
 
Ele vai priorizar a saúde, a educação, a segurança pública, estimular produção no campo e nas cidades, atuar na recuperação de terras degradadas, na superação dos conflitos de terras com indígenas e na garantia de melhorias dos assentamentos rurais.
 
 Em âmbito nacional, as oposições também saem vencedoras. Aécio Neves consolida sua liderança nacional. Enfrentou com altivez essa campanha suja. Ganhamos corpo e musculatura legitimados por metade da população que está insatisfeita com a presidente Dilma Rousseff e com os 12 anos de gestão petista. Mas na realidade, muito mais do que 51 milhões de cidadãos são contrários a fórmula baixo crescimento e inflação alta. O brasileiro não aceita a roubalheira na Petrobrás, cansou dos equívocos da política econômica e do aparelhamento do Estado.
 
Não foi por acaso a preocupação da presidente reeleita de ressaltar a importância da união e do diálogo a partir de agora. Ela sabe que está se deparando com um país dividido.
 
Porém, precisa superar o discurso e respeitar a oposição. Não tive a percepção de que ela evoluiu para uma postura de humildade de reconhecimento de seus erros. Continuei vendo a Dilma prepotente, carbonária, sem clareza sobre o real significado do pleito eleitoral.
 
O povo não deu cheque em branco a Dilma. Ela precisa escutar,  ouvir as novas forças políticas, e criar consensos centrais para dar esperança ao povo brasileiro.

O ano de 2015 será extremamente difícil do ponto de vista político e econômico. Atravessamos terríveis turbulências sociais. Além disso, há esqueleto nos armários, há a Operação Lava Jato, há escândalos submersos, há a própria “herança maldita” dos últimos dois anos.
 
Precisamos de um governo transparente, aberto, disposto a reconhecer seus erros para mudar. Caso contrário, viveremos os próximos quatro anos como uma nau em meio à tempestade.
 

*Senador e presidente de honra do PSDB-MS

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A realidade do boato

          “Parece que a presidente Dilma foi eleita com um discurso e vai governar com outro”. A frase do ex-ministro Luiz Mendonça de Barros, publicada hoje em reportagem da Folha de São Paulo, é bem apropriada para as decisões tomadas nos primeiros dias logo após a reeleição. Durante a campanha, Dilma associava a Aécio Neves a política de juros altos para combater a inflação. Pois bem, para surpreender o mercado, o Banco Central decidiu elevar a Selic de 11% para 11,25% e ainda deve elevar mais até o final do ano. Espero que a gestão petista tenha percebido ser inevitável a receita: corte de gastos + alta do juro = a controle da inflação e retorno da confiança da iniciativa privada.
          A alta dos alimentos, o reajuste da energia elétrica, da gasolina, das escolas, tudo isso serve para evidenciar que a inflação em 2015 provavelmente vai superar o limite de 6,5% fixado pelo governo.
A presidente Dilma, na sua ânsia eleitoral de mostrar que a situação econômica do país estava acendrada  em bases sólidas e que medidas extremas de ordem fiscal e tributária não seriam aplicadas após as eleições, dizia enfaticamente que notícias em contrário eram simples boatos propalados pelas oposições.
Agora pelos reiterados aumentos (e muitos outros ainda virão), os “boatos” se confirmam e tornam-se realidade. Já declarados aumentos concedidos a várias empresas de distribuição de energia elétrica em todo o país, que chegam a quase 60% , como no caso de Roraima; os aumentos paulatinos dos combustíveis; a recente decisão do Banco Central em aumentar para 11,25% da taxa Selic; repito, são o início de uma sequência que irá morder a mão do trabalhador brasileiro. A massa de pessoas indignadas vai ficar ainda maior porque irá acrescentar a ela àqueles que – pelo menos os de boa fé – votaram pela reeleição da presidente.

 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O povo não deu cheque em branco a Dilma


No retorno dos trabalhos legislativos nesta terça-feira (28) ressaltei em discurso que a presidente reeleita deve reconhecer erros para enfrentar o próximo ano. O governo precisa ser aberto e transparente. 2015 será extremamente difícil do ponto de vista político e econômico. Atravessamos terríveis turbulências sociais. Além disso, há esqueleto nos armários, há a Operação Lava Jato, há escândalos submersos, há a própria “herança maldita” dos últimos dois anos.

O povo não deu cheque em branco a Dilma. Ela precisa escutar, ouvir as novas forças políticas, e criar consensos centrais para dar esperança ao povo brasileiro. Não senti nas manifestações dela no domingo e ontem no Jornal Nacional respeito às oposições. Continuei vendo a Dilma prepotente, carbonária, sem clareza sobre o real significado do pleito eleitoral. Sua proposta de reforma política seguida de plebiscito é inconsistente. Não podemos repetir a fórmula de baixo crescimento e inflação alta, não podemos aceitar os descalabros na Petrobrás, não podemos manter os equívocos da política econômica. Temos que alterar as relações com as bases congressuais. Temos que reduzir os ímpetos bolivarianistas nas relações com a imprensa e com as oposições. O Governo deve tentar ouvir várias vezes o rugir das urnas e compreender com absoluta clareza o papel e a importância das oposições a partir de agora.

É certo que o resultado das urnas fortalece a oposição.  Tenho uma trajetória política de 60 anos e nunca havia assistido a uma campanha eleitoral tão sórdida, com tantas mentiras sendo propagadas com o objetivo exclusivo de provocar o medo, o ódio e a divisão entre as pessoas. Aécio Neves agiu como verdadeiro líder. Senti orgulho em tê-lo como candidato de União, das forças convergentes de novas propostas para o País.
 

O jeito tucano de governar


       Mencionei hoje em Plenário a vitória do nosso candidato Reinaldo Azambuja ao governo de MS. Acredito que o novo governador vai trazer um novo tempo para o nosso Estado. O PSDB de Mato Grosso do Sul está preparado para um governo moderno, sem discriminação, aberto a todos os segmentos sociais, convergindo propósitos, superando divergências pontuais e ideológicas, obedecendo estritamente as leis e os Poderes constituídos.

      Reinaldo vai mostrar o jeito tucano de governar, priorizando a saúde, a educação, a segurança pública, estimular produção no campo e nas cidades, atuar na recuperação de terras degradadas, a superação dos conflitos de terras com indígenas e a garantia de melhorias nos assentamentos rurais.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Artigo: A importância do voto

Ruben Figueiró* 
Orgulho-me em ser eleitor. Eleitor desde a idade primaveril. Lembro-me de meu primeiro voto, em 1950: Eduardo Gomes, para presidente; Fernando Correa da Costa, para governador. Já no paraíso das saudades, lá se faz sessenta e quatro anos! Não sei de quantas eleições participei nesse longo período, sei que votei em todas, inclusive nas consultas plebiscitárias.

Nelas votei com a convicção de que cumpria um direito cívico, não porque imposto, coagido pela lei draconiana, da multa e das restrições  que ainda perduram. Dos votos que dei, creio que em um deles errei talvez embevecido pelo ardor da campanha. Caí no logro, como milhões de outros brasileiros. Confiei em Jânio Quadros, nosso conterrâneo – o homem vassoura e com ela, conspurcada, varreu-se o próprio da presidência. Que decepção!

No próximo dia 26, voltarei à presença da urna. Pela quinquagésima vez não sei; sei sim que meu voto se somará ao de milhões de eleitores, todos convencidos de sua importância para dar um basta aos que usufruíram, usufruem de mensalões, propinodutos, dinheiro na cueca, Rosegates, tráfico de influências, indústria de sindicatos, Ongs de laranjas e, o mais danoso, vergonhoso de todos, o Petrolão, filho adúltero de nossa não tão ingênua Petrobras.

Nosso voto há de ser um fanal a nos orientar para varrer da administração pública esse processo lento das sonolentas realizações do governo Dilma, onde permeia ainda triunfante a doutrina lulopetista. O lulopetismo, aliás, parece imitar o nefasto Luiz XIV, o ambicioso rei de França, de que o Estado é o PT. Dai afloram os males que estão fazendo a nervosa timoneira da corrompida nau perder o rumo do equilíbrio e da sensatez.

Todo pleito eleitoral é importante pelo seu acendrado conteúdo cívico. Percebo que estamos palmilhando sobre pedregulhos, pedras pontiagudas afiadas pela felonia das mentiras permeadas pela calúnia, injúria e difamação partidas dos já possuídos pela agonia da derrota. A grande maioria dos cidadãos move-se pela crença inabalável de que o momento é de renovação de valores. Sobram os recalcitrantes, toldados pelo medo ou pelo apego às benesses do poder.

Mas o fato é que doze anos de lulopetismo tornaram-se insuportáveis. A incompetência cansou. As podridões transbordaram.  O Brasil está parando. O povo perdeu a esperança. É preciso mudar!

Por tudo quanto há de repulsa no eleitor consciente, o voto sadio será Aécio Neves, presidente, Reinaldo nosso governador! A esperança vencerá o ódio.

 *Senador PSDB/MS